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		<title>Alegria</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 13:18:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida é cousa tão séria, os seus problemas são tão graves, que a ninguém assiste o direito de rir. Quem ri é estúpido &#8211; de momento, pelo menos. A alegria é a forma comunicativa da estupidez. Fernando Pessoa in &#8220;Livro do Desassossego&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida é cousa tão séria, os seus problemas são tão graves, que a ninguém assiste o direito de rir.<br />
Quem ri é estúpido &#8211; de momento, pelo menos.<br />
A alegria é a forma comunicativa da estupidez.</p>
<p><em>Fernando Pessoa in &#8220;Livro do Desassossego&#8221;</em></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Alegria" rel="lightbox" href="http://barbosas.zenfolio.com/img/s8/v9/p796167353-4.jpg"><img class="aligncenter" title="Alegria" src="http://barbosas.zenfolio.com/img/s8/v9/p796167353-2.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
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		<title>Fui Sabendo de Mim</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 21:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui sabendo de mim por aquilo que perdia pedaços que saíram de mim com o mistério de serem poucos e valerem só quando os perdia fui ficando por umbrais aquém do passo que nunca ousei eu vi a árvore morta e soube que mentia Mia Couto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui sabendo de mim<br />
por aquilo que perdia </p>
<p>pedaços que saíram de mim<br />
com o mistério de serem poucos<br />
e valerem só quando os perdia </p>
<p>fui ficando<br />
por umbrais<br />
aquém do passo<br />
que nunca ousei </p>
<p>eu vi<br />
a árvore morta<br />
e soube que mentia<br />
<em><br />
Mia Couto</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Miséria</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 10:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[miseria madrid 2010 junho]]></category>

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		<description><![CDATA[É preciso estudar as misérias dos homens, incluindo entre essas misérias as ideias que eles têm quanto aos meios para combatê-las. Friedrich Nietzsche]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso estudar as misérias dos homens, incluindo entre essas misérias as ideias que eles têm quanto aos meios para combatê-las.</p>
<p><em>Friedrich Nietzsche</em></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Miséria" rel="lightbox" href="http://barbosas.zenfolio.com/img/s5/v4/p411488838-4.jpg"><img class="aligncenter" title="Miseria" src="http://barbosas.zenfolio.com/img/s5/v4/p411488838-2.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
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		<title>Inocência</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 23:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou aqui como um anjo, e carregado De crimes! Com asas de poeta voa-se no céu&#8230; De tudo me redimes, Penitência De ser artista! Nada sei, Nada valho, Nada faço, E abre-se em mim a força deste abraço Que abarca o mundo! Tudo amo, admiro e compreendo. Sou como um sol fecundo Que adoça e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou aqui como um anjo, e carregado<br />
De crimes!<br />
Com asas de poeta voa-se no céu&#8230;<br />
De tudo me redimes,<br />
Penitência<br />
De ser artista!<br />
Nada sei,<br />
Nada valho,<br />
Nada faço,<br />
E abre-se em mim a força deste abraço<br />
Que abarca o mundo! </p>
<p>Tudo amo, admiro e compreendo.<br />
Sou como um sol fecundo<br />
Que adoça e doira, tendo<br />
Calor apenas.<br />
Puro,<br />
Divino<br />
E humano como os outros meus irmãos,<br />
Caminho nesta ingénua confiança<br />
De criança<br />
Que faz milagres a bater as mãos.<br />
<em><br />
Miguel Torga</em></p>
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		<title>Não me Peçam Razões&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 20:42:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me peçam razões, que não as tenho, Ou darei quantas queiram: bem sabemos Que razões são palavras, todas nascem Da mansa hipocrisia que aprendemos. Não me peçam razões por que se entenda A força de maré que me enche o peito, Este estar mal no mundo e nesta lei: Não fiz a lei e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me peçam razões, que não as tenho,<br />
Ou darei quantas queiram: bem sabemos<br />
Que razões são palavras, todas nascem<br />
Da mansa hipocrisia que aprendemos. </p>
<p>Não me peçam razões por que se entenda<br />
A força de maré que me enche o peito,<br />
Este estar mal no mundo e nesta lei:<br />
Não fiz a lei e o mundo não aceito. </p>
<p>Não me peçam razões, ou que as desculpe,<br />
Deste modo de amar e destruir:<br />
Quando a noite é de mais é que amanhece<br />
A cor de primavera que há-de vir. </p>
<p><em>José Saramago</em></p>
<p><img alt="Saramago" src="http://i166.photobucket.com/albums/u113/olly68/saramago.jpg" title="José Saramago" class="aligncenter" width="332" height="421" /></p>
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		<title>A Felicidade pela Renúncia</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 01:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A felicidade é um estado de satisfação da alma, expressão de harmonia total entre as nossas aspirações e as realidades da vida. E por isso julgo mais simples atingir a felicidade pela renúncia do que pela procura e satisfação de necessidades sempre mais numerosas e intensas. A busca da felicidade exige, com efeito, supomos nós, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A felicidade é um estado de satisfação da alma, expressão de harmonia total entre as nossas aspirações e as realidades da vida. E por isso julgo mais simples atingir a felicidade pela renúncia do que pela procura e satisfação de necessidades sempre mais numerosas e intensas. A busca da felicidade exige, com efeito, supomos nós, um contínuo estado de insatisfação.<br />
<em><br />
António de Oliveira Salazar</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Coroemo-nos Pois uns para os Outros</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 20:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tuas, não minhas, teço estas grinaldas, Que em minha fronte renovadas ponho. Para mim tece as tuas, Que as minhas eu não vejo. Se não pesar na vida melhor gozo Que o vermo-nos, vejamo-nos, e, vendo, Surdos conciliemos O insubsistente surdo. Coroemo-nos pois uns para os outros, E brindemos uníssonos à sorte Que houver, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tuas, não minhas, teço estas grinaldas,<br />
Que em minha fronte renovadas ponho.<br />
Para mim tece as tuas,<br />
Que as minhas eu não vejo.<br />
Se não pesar na vida melhor gozo<br />
Que o vermo-nos, vejamo-nos, e, vendo,<br />
Surdos conciliemos<br />
O insubsistente surdo.<br />
Coroemo-nos pois uns para os outros,<br />
E brindemos uníssonos à sorte<br />
Que houver, até que chegue<br />
A hora do barqueiro.<br />
<em><br />
Ricardo Reis</em><br />
Heterónimo de <em>Fernando Pessoa</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entre o Sono e Sonho</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 20:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre o sono e sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim. Passou por outras margens, Diversas mais além, Naquelas várias viagens Que todo o rio tem. Chegou onde hoje habito A casa que hoje sou. Passa, se eu me medito; Se desperto, passou. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre o sono e sonho,<br />
Entre mim e o que em mim<br />
É o quem eu me suponho<br />
Corre um rio sem fim. </p>
<p>Passou por outras margens,<br />
Diversas mais além,<br />
Naquelas várias viagens<br />
Que todo o rio tem. </p>
<p>Chegou onde hoje habito<br />
A casa que hoje sou.<br />
Passa, se eu me medito;<br />
Se desperto, passou. </p>
<p>E quem me sinto e morre<br />
No que me liga a mim<br />
Dorme onde o rio corre —<br />
Esse rio sem fim.<br />
<em><br />
Fernando Pessoa</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tourada</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 16:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não importa sol ou sombra camarotes ou barreiras toureamos ombro a ombro as feras. Ninguém nos leva ao engano toureamos mano a mano só nos podem causar dano espera. Entram guizos chocas e capotes e mantilhas pretas entram espadas chifres e derrotes e alguns poetas entram bravos cravos e dichotes porque tudo o mais são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não importa sol ou sombra<br />
camarotes ou barreiras<br />
toureamos ombro a ombro<br />
as feras.<br />
Ninguém nos leva ao engano<br />
toureamos mano a mano<br />
só nos podem causar dano<br />
espera.</p>
<p>Entram guizos chocas e capotes<br />
e mantilhas pretas<br />
entram espadas chifres e derrotes<br />
e alguns poetas<br />
entram bravos cravos e dichotes<br />
porque tudo o mais<br />
são tretas.</p>
<p>Entram vacas depois dos forcados<br />
que não pegam nada.<br />
Soam brados e olés dos nabos<br />
que não pagam nada<br />
e só ficam os peões de brega<br />
cuja profissão<br />
não pega.</p>
<p>Com bandarilhas de esperança<br />
afugentamos a fera<br />
estamos na praça<br />
da Primavera.</p>
<p>Nós vamos pegar o mundo<br />
pelos cornos da desgraça<br />
e fazermos da tristeza<br />
graça.</p>
<p>Entram velhas doidas e turistas<br />
entram excursões<br />
entram benefícios e cronistas<br />
entram aldrabões<br />
entram marialvas e coristas<br />
entram galifões<br />
de crista.</p>
<p>Entram cavaleiros à garupa<br />
do seu heroísmo<br />
entra aquela música maluca<br />
do passodoblismo<br />
entra a aficionada e a caduca<br />
mais o snobismo<br />
e cismo&#8230;</p>
<p>Entram empresários moralistas<br />
entram frustrações<br />
entram antiquários e fadistas<br />
e contradições<br />
e entra muito dólar muita gente<br />
que dá lucro aos milhões.</p>
<p>E diz o inteligente<br />
que acabaram as canções.</p>
<p><em><br />
Ary dos Santos</em></p>
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		<title>Pastor do Monte, Tão Longe de Mim</title>
		<link>http://blog.soeusei.net/?p=124</link>
		<comments>http://blog.soeusei.net/?p=124#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 18:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhas Que felicidade é essa que pareces ter — a tua ou a minha? A paz que sinto quando te vejo, pertence-me, ou pertence-te? Não, nem a ti nem a mim, pastor. Pertence só à felicidade e à paz. Nem tu a tens, porque não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhas<br />
Que felicidade é essa que pareces ter — a tua ou a minha?<br />
A paz que sinto quando te vejo, pertence-me, ou pertence-te?<br />
Não, nem a ti nem a mim, pastor.<br />
Pertence só à felicidade e à paz.<br />
Nem tu a tens, porque não sabes que a tens.<br />
Nem eu a tenho, porque sei que a tenho.<br />
Ela é ela só, e cai sobre nós como o sol,<br />
Que te bate nas costas e te aquece, e tu pensas<br />
noutra cousa indiferentemente,<br />
E me bate na cara e me ofusca. e eu só penso no sol.<br />
<em><br />
Alberto Caeiro</em><br />
Heterónimo de <em>Fernando Pessoa</em></p>
]]></content:encoded>
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